
Outrora, o meu nome ecoava nos palácios de seda como Vendhya, uma herdeira presa por correntes de ouro e expectativas alheias. Mas o sangue real não bastou para saciar a sede de um espírito selvagem. Renunciei ao trono e à linhagem, deixando para trás a princesa para despertar a entidade. No exílio, Vendhya foi consumida pelo deserto; nas cinzas do Vulcão e no sopro gélido das montanhas, onde perdi tudo o que possuía, renasci como Ahmanet. Um nome antigo para uma nova era, uma alma que já não deve lealdade a reis, mas apenas à própria vontade.
Após o meu último sacrifício nas passagens do Dragão, acordei sob uma nova luz. O mundo à minha volta já não era o mesmo borrão de sofrimento; as cores tornaram-se cruas e a geometria do destino revelou-se com uma clareza divina. Arrastada pelas marés até aos pântanos de Xel-Ha, decidi que não seria apenas mais uma sombra nas areias. Se estas terras foram reconstruídas com uma essência superior e mais nítida, eu seria a sua arquiteta.
Ergui as paredes de Vidro-Trovão para capturar a luz branca que agora tudo revela. Sob a sigla da ◈UE5◈, habito a solidão por escolha, vigiando as fronteiras entre o antigo e o novo. Sou Ahmanet, a exilada que encontrou na transparência do vidro a verdade que a realeza sempre ocultou. Bem-vindos à nova era; contemplem a perfeição, mas respeitem o silêncio daquela que viu o mundo ser refeito.
"O que separa uma simples sobrevivente de uma verdadeira entidade. Em Xel-Ha, entre o som da chuva e o brilho do Vidro-Trovão, a Ahmanet não precisa de gritar para ser ouvida; a própria presença dela e a clareza da ◈UE5◈ impõem esse respeito."
